quinta-feira, 16 de maio de 2013


As últimas tentativas de acordos internacionais em prol do meio ambiente, como o Protocolo de Kyoto e a rodada de Durban, fracassaram. O que falta para essas negociações começarem a dar resultados concretos?


Antes de mais nada, é preciso formar um consenso verdadeiro em torno da ideia de que não se pode mais subestimar o valor de uma política ambiental séria e consequente – se não por convicção, pelo menos por pragmatismo. Essa premissa deixou de ser uma afirmação típica de ambientalistas românticos há muito tempo. A interdependência entre economia e meio ambiente atingiu seu ápice. Prova disso é que o preço das commodities e da energia está em alta e deve continuar assim indefinidamente. O progresso, daqui por diante, depende de usarmos os recursos naturais da forma mais eficiente e produtiva possível. Parece óbvio que, na próxima etapa do desenvolvimento humano, ser verde será cada vez mais uma tremenda vantagem competitiva. Ainda assim, os governantes relutam em encarar a questão ambiental como aspecto fundamental da agenda econômica.


Por que isso ocorre?
A grande maioria das nações ainda trata o dinheiro aplicado em sustentabilidade como investimento a fundo perdido, o que, claro, constitui um sério equívoco. Como seu retorno costuma ocorrer apenas a longo prazo, fica muito difícil convencer países em crise, como a maior parte das economias desenvolvidas hoje, a destinar grandes quantias a programas ambientais. Essa é uma das razões por que foram adiados, para 2015, o estabelecimento de metas de redução das emissões de dióxido de carbono e, para 2020, a criação do fundo verde de 100 bilhões de dólares. Esperava-se que tais resoluções fossem tomadas já. Mas muitos países relutaram em assumir o compromisso porque sabem que custará caro cumpri-lo. O que a maioria dos analistas não percebeu é que começou a desenhar-se, em Durban, uma nova ordem mundial, liderada por economias emergentes como Brasil, Índia e China.

De que nova ordem está falando?
O parco avanço obtido em Durban só foi possível porque os emergentes capitanearam as negociações, aderiram às metas propostas e forçaram a assinatura de um acordo. Há sete anos, quando entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, um protagonismo desses era improvável. Daqui para a frente, porém, será cada vez mais evidente, e por uma razão muito simples: os países em desenvolvimento terão de criar formas de elevar, e muito, a produtividade de sua economia, para suportar a inclusão de 3 bilhões de pessoas na classe média nos próximos vinte anos. Isso pressupõe criar mais políticas públicas de estímulo à sustentabilidade e investir maciçamente em inovação e em planejamento urbano – algo que os emergentes estão em condições de fazer, uma vez que não tiveram suas finanças corroídas pela crise global.

O senhor não está sendo otimista demais? Os novos integrantes da classe média vão querer consumir mais alimentos, combustíveis…
Depende da forma como se encare a questão. De fato, há um enorme contingente de pessoas sedentas de consumo, que passarão de uma renda diária média de 10 a 15 dólares para algo como 50, até 100 dólares por dia. Toda essa gente vai querer comprar carnes mais nobres e adquirir carros para ir ao trabalho e levar seus filhos à escola, o que terá forte impacto sobre o meio ambiente. Mas os emergentes não têm escolha a não ser empenhar-se para mitigar esse impacto. Se observarmos com atenção, veremos que isso já está ocorrendo. Em nosso mapa global de investimentos em iniciativas verdes, feito em 2011, constatamos que 22% dos recursos destinados a esse tipo de projeto já vêm das economias emergentes. Nas minhas viagens, tenho notado uma preocupação cada vez maior dos governantes com os efeitos danosos das mudanças climáticas. Muitos desses países, afinal, são fortemente dependentes de seus recursos naturais.


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Sexta, 19 Abril 2013 18:35 Última modificação em Terça, 23 Abril 2013 16:01|
Políticas ambientais em debate
Paulo de Araújo/ MMAKlink: Brasil reduziu emissões de efeito estufa
Ações de combate ao desmatamento e compromissos internacionais do Brasil são apresentados pelo secretário de Mudanças Climáticas na UnB

AÍDA CARLA DE ARAUJO

“A questão do desmatamento é um grande trunfo internacional e tem aberto muitas portas para o governo brasileiro e muitos compromissos também. Entre os anos de 2004 e 2012 conseguimos reduzir em 77% o desmatamento na Amazônia brasileira”, afirmou secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, na aula inaugural do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), nesta sexta-feira (19).

Tratando a PNMC como indutora do desenvolvimento sustentável, o secretário apresentou aos alunos do curso de pós-graduação da UnB a complexidade do tema. Os planos de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia e o de prevenção e controle das queimadas no Cerrado são as maiores contribuições do Brasil para a mitigação da mudança climática justamente no setor que mais contribui para as emissões de gases de efeito estufa, o setor de mudança de uso da terra e florestas, informou o secretário.
 

Carlos Klink fez uma apresentação dos pontos principais da PNMC, instituída há quatro anos, e lembrou que desde então o governo brasileiro desenvolveu um sistema de governança institucional para reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa no país. Lembrou que o governo busca promover o desenvolvimento sustentável de baixo carbono com o estímulo às tecnologias limpas, novas práticas produtivas e o desenvolvimento e disseminação do conhecimento.
 

O secretário finalizou a apresentação destacando que os avanços dos últimos dez, quinze anos do governo foram fundamentais para promover mudanças de paradigmas no Brasil. “Estamos falando em 38, 40 milhões de brasileiros que deixaram a linha de pobreza. E isso, com certeza, esta se refletindo na redução de emissões de gases de efeito estufa, além de outros ganhos ambientais e benefícios sócio econômicos”, disse, referindo-se à importância da educação ambiental nesses setores.
 
Klink: Brasil reduziu emissões de efeito estufa
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Minha opinião sobre o assunto: É que se essa proposta ta se cumprindo e diminuindo o desmatamento e até mesmo a melhora do clima é uma coisa muito boa pra nossos dias.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Novos dados, velhos problemas

Ao longo de 2012, questões antigas continuaram em destaque na área de meio ambiente. Mudanças climáticas, perda de biodiversidade, desmatamento e disputas nas discussões ambientais foram alguns dos temas que marcaram o noticiário.
Por: Thaís Fernandes
No ano em que o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 –, as questões ambientais estiveram, mais do que nunca, em evidência no nosso país. Mas o brasileiro, que, segundo pesquisa feita pelo Ibope e pela Confederação Nacional da Indústria, está agora mais preocupado com as questões ambientais, deve ter tido a impressão de ver no noticiário mais do mesmo: mudanças climáticas, perda de biodiversidade, polêmicas acaloradas, descompasso na elaboração de acordos para frear o aquecimento global e promover o desenvolvimento sustentável.
Em 2012, eventos climáticos extremos novamente bateram à nossa porta. Enquanto na região amazônica os rios tiveram cheia recorde, no Nordeste foi a seca que preocupou. Já os Estados Unidos passaram por uma das piores tempestades de sua história, a Sandy, que atingiu a costa leste do país e deixou mais de 100 mortos
No fim do ano, um amplo levantamento realizado a partir de imagens de satélites apontou a aceleração do degelo nas calotas polares. Segundo o estudo, 4.260 bilhões de toneladas de gelo derreteram na Antártida e na Groenlândia de 1992 a 2011, o que fez o nível do mar se elevar em 11 milímetros.
 18ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP-18), realizada no fim deste ano em Doha, no Catar, tinha como principal objetivo estabelecer um segundo período para o acordo. Mas o texto aprovado, que irá vigorar de 2013 a 2020, não avançou muito: prevê um corte de 18% nas emissões de gases-estufa em relação aos níveis de 1990, enquanto as metas defendidas pelos cientistas para conter o aquecimento global são de 25% a 40%. Além disso, apenas o bloco europeu e a Austrália terão metas de redução. Japão, Nova Zelândia, Rússia, Canadá e Estados Unidos ficaram de fora.
Também deixou a desejar o documento final da Rio+20, reunião realizada em junho no Rio de Janeiro. Os governos não assumiram compromissos concretos para tentar atingir os objetivos relativos ao desenvolvimento sustentável e deixaram de lado alguns pontos essenciais, como a criação de um fundo global para gerir danos causados por eventos climáticos e a transferência de recursos de nações desenvolvidas para países em desenvolvimento para compartilhar os desafios socioambientais que estão por vir.
Para o biólogo Jean Remy Guimarães, professor da Universidade Federal do Rio e Janeiro e colunista da CH On-line, o esvaziamento desse tipo de reunião é um sintoma que vem crescendo desde a Eco-92. “As conferências estão se tornando cada vez menos relevantes e vêm perdendo participação e poder de decisão”, avalia. 








quinta-feira, 9 de maio de 2013

Policas ambientais 


Um tema muito pouco conheçido! E você sabe o que significa e o que faz a politica ambiental? Nesse blog estaremos mostrando para todos e explicando sobre o assunto! Fique por dentro que logo atualizaremos o blog com noticias